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Série Harco - Condomínios Sem Fronteiras The Interlace: o condomínio de Singapura que parece uma cidade de blocos empilhados

Com 31 blocos residenciais cruzados e sobrepostos, 1.040 apartamentos, oito grandes pátios e jardins distribuídos em diferentes níveis, o The Interlace substituiu as torres convencionais por uma verdadeira vila vertical. A arquitetura impressiona, mas sua operação exige atenção permanente à estrutura, impermeabilização, paisagismo, circulação, segurança e convivência.


Imagine um condomínio formado por dezenas de prédios de seis andares.

Agora imagine esses edifícios girados, cruzados e apoiados uns sobre os outros, como se fossem peças gigantes de um jogo de montar.


Entre os blocos surgem grandes vãos, jardins suspensos, terraços, piscinas, passagens e pátios que se conectam em diferentes níveis.


Esse é o The Interlace, em Singapura.



O empreendimento reúne 31 blocos residenciais, todos com seis pavimentos, organizados em uma composição hexagonal ao redor de oito grandes pátios. O conjunto possui 1.040 unidades, ocupa aproximadamente oito hectares e foi concluído em 2013. Em vez de concentrar os moradores em torres isoladas, o projeto distribui as residências horizontalmente, formando uma espécie de bairro elevado. (CapitaLand)


A imagem dos blocos empilhados tornou o condomínio conhecido mundialmente. Em 2015, o The Interlace recebeu o título de Edifício do Ano no World Architecture Festival. (Büro Ole Scheeren)


Por trás da aparência extraordinária, porém, existe uma operação condominial extremamente complexa.


A forma do edifício cria inúmeras fachadas, coberturas, áreas ajardinadas, circulações, encontros estruturais e espaços localizados sobre ou sob outros blocos.

A pergunta mais interessante, portanto, não é apenas como foi possível construir o The Interlace.


É outra:

como administrar diariamente um condomínio que se comporta como uma pequena cidade tridimensional?

 

Uma alternativa às torres residenciais isoladas


Em cidades muito adensadas, o modelo mais comum de empreendimento residencial é formado por torres verticais independentes, cercadas por ruas internas, estacionamentos e áreas de lazer no térreo.


O The Interlace foi pensado como uma crítica a esse padrão.


O projeto foi desenvolvido pelo escritório OMA, sob liderança de Ole Scheeren, em colaboração com o escritório local RSP Architects. A proposta era substituir o isolamento das torres por uma rede de moradias, jardins e áreas coletivas conectadas. (OMA)


Os 31 blocos foram empilhados em quatro grandes níveis, chamados pelos projetistas de superlevels. Nos pontos mais altos, o conjunto chega ao equivalente a 24 pavimentos. Em outras partes, as pilhas variam entre seis e 18 andares, criando uma silhueta escalonada que se aproxima mais de uma paisagem construída do que de um prédio convencional. (Büro Ole Scheeren)


Essa organização permite que luz e ventilação atravessem grandes aberturas entre os volumes.


Também cria diferentes perspectivas para os apartamentos, evitando que todas as unidades estejam voltadas para uma única fachada ou para um corredor central fechado.

O resultado parece espontâneo, mas depende de uma geometria cuidadosamente planejada.


Cada bloco precisa se relacionar com os demais sem eliminar a entrada de luz, comprometer as vistas ou transformar os pátios em espaços excessivamente fechados.

 

Uma estrutura que parece desafiar a gravidade

Alguns blocos do The Interlace parecem simplesmente repousar sobre outros. Em diferentes pontos, volumes avançam, cruzam-se ou ficam parcialmente suspensos.


A organização estrutural utiliza núcleos de circulação posicionados nos pontos de encontro dos blocos. Segundo os projetistas, três tipos principais de núcleo foram desenvolvidos para atender às pilhas equivalentes a seis, 18 e 24 pavimentos.


Ao redor desses núcleos, grandes pilares circulares, descritos como megacolunas, foram organizados em configuração hexagonal. Essa solução permitiu que os blocos fossem girados em três direções e, ao mesmo tempo, utilizassem um sistema estrutural padronizado. (Büro Ole Scheeren)


Sob o olhar condominial, esses encontros merecem atenção especial.

Em uma torre convencional, as cargas normalmente seguem um percurso vertical relativamente fácil de compreender: lajes, vigas, pilares e fundações.


No The Interlace, a leitura é menos intuitiva. Existem blocos que se cruzam, pontos de apoio concentrados, grandes aberturas e áreas construídas sobre circulações ou jardins.

Isso significa que nenhuma reforma relevante pode ser analisada somente a partir do apartamento onde será realizada.


Perfurações, remoção de paredes, instalação de equipamentos pesados ou mudanças nas áreas próximas aos núcleos precisam ser avaliadas com base nos projetos estruturais completos.


Em um condomínio dessa natureza, o controle de reformas não é mera formalidade administrativa.


É parte da preservação do sistema que mantém a composição inteira em equilíbrio.

 

A manutenção das áreas que ficam embaixo dos prédios

A sobreposição dos blocos cria uma característica incomum: algumas fachadas não estão apenas nas laterais dos edifícios.



Existem superfícies inferiores, volumes suspensos, reentrâncias profundas e áreas protegidas sob outros blocos.


Esses pontos podem dificultar inspeções, limpeza, pintura, reparos e acesso de equipes técnicas.


Em uma fachada convencional, a administração pode utilizar andaimes, balancins ou plataformas posicionadas externamente. Em uma construção interligada, o acesso talvez dependa de equipamentos especiais, pontos de ancoragem específicos ou trabalho realizado a partir de jardins e terraços vizinhos.


O plano de manutenção precisa mapear cada superfície.


Não basta contratar genericamente uma inspeção de fachada. É necessário saber quais áreas podem ser alcançadas pelo solo, quais exigem acesso por cordas, quais estão sobre espaços ocupados e quais intervenções podem interromper a circulação dos moradores.

A geometria que produz a beleza do empreendimento também determina o custo e a complexidade de conservá-lo.

 

Quando o telhado se transforma em jardim


O empilhamento multiplica as superfícies horizontais.



Coberturas que normalmente ficariam escondidas transformam-se em terraços, jardins suspensos e áreas de convivência. De acordo com o projeto, a soma das áreas verdes corresponde a aproximadamente 112% da área não construída do terreno, porque a vegetação aparece tanto no nível do solo quanto sobre os blocos e terraços elevados. (Büro Ole Scheeren)


Para o morador, esses jardins representam beleza, sombra, contato com a natureza e espaços de descanso.


Para a administração, representam sistemas técnicos.

Sob a vegetação existem camadas de impermeabilização, proteção mecânica, drenagem, tubulações e elementos estruturais. Uma falha pode atingir apartamentos, corredores ou áreas comuns localizadas abaixo.


Por isso, o paisagismo não pode ser administrado de maneira independente da engenharia.

A escolha das espécies precisa considerar o tamanho das raízes, o peso do solo, a necessidade de irrigação e a proximidade de ralos e juntas.


Também é necessário controlar alterações realizadas por moradores.

Uma floreira instalada em local inadequado, uma perfuração para fixar um pergolado ou o plantio de uma árvore incompatível podem danificar a impermeabilização ou aumentar cargas que não estavam previstas.


No The Interlace, o jardim é simultaneamente área de lazer, cobertura, fachada e elemento de drenagem.

 

Impermeabilização em centenas de superfícies diferentes

Em um edifício tradicional, a administração geralmente concentra seus esforços em uma cobertura principal, algumas varandas e áreas molhadas.


No The Interlace, existem incontáveis terraços, passagens, coberturas verdes, floreiras, piscinas e encontros entre volumes.


Cada mudança de nível cria um novo ponto de atenção.

A água precisa ser conduzida sem alcançar juntas, fachadas, unidades ou estruturas inferiores. Ralos devem permanecer livres. Caimentos precisam ser preservados. Selantes e impermeabilizações devem ser inspecionados antes que pequenas falhas se transformem em infiltrações extensas.


A dificuldade aumenta porque a origem do problema pode estar longe do local em que a umidade aparece.


Uma mancha no teto de uma unidade pode ser provocada por um jardim superior, uma tubulação, uma junta entre blocos ou uma área de circulação localizada vários metros adiante.


Para investigar corretamente, a administração precisa manter plantas, registros fotográficos, históricos de reparos e um mapa das relações entre as áreas.


Quando o edifício possui tantas superfícies sobrepostas, conhecimento técnico acumulado é um patrimônio do condomínio.

 

O paisagismo como parte da infraestrutura


Os oito pátios são o coração do empreendimento.

Cada um possui identidade e função próprias. O conjunto inclui espaços denominados Praça Central, Parque Aquático, Colinas de Brincadeiras, Vale do Spa, Praça do Teatro, Jardim de Bambus, Lago de Lótus e Terraço da Cachoeira. Entre as instalações estão piscinas, áreas infantis, espaços para eventos, academias, quadras, churrasqueiras e uma pista de corrida de aproximadamente um quilômetro. (CapitaLand)


Essa variedade transforma a gestão das áreas comuns em uma operação comparável à de um clube de grandes dimensões.


Piscinas possuem sistemas de tratamento, bombas, filtros, dispositivos de segurança e rotinas de análise da água.


Jardins demandam poda, adubação, irrigação, controle de raízes e reposição de espécies.

Espelhos d’água e cascatas precisam permanecer limpos e operacionais.


Áreas esportivas necessitam de conservação dos pisos e equipamentos.

Cada ambiente também possui usuários, horários e níveis de ruído diferentes.


A administração precisa equilibrar eventos, brincadeiras, atividades físicas e descanso sem transformar a diversidade de espaços em uma fonte permanente de conflitos.


Quanto maior a oferta de lazer, maior é a necessidade de regras, manutenção e fiscalização.

 

Água, vento e conforto térmico planejados em conjunto


Antes da definição final do projeto, foram realizados estudos ambientais de vento, insolação e iluminação natural.


A posição dos blocos e dos espaços abertos foi utilizada para favorecer ventilação, entrada de luz e sombreamento. Corpos d’água foram colocados em corredores de vento para favorecer o resfriamento por evaporação em determinadas áreas externas. (Büro Ole Scheeren)


O desenho dos blocos também produz sombra sobre partes dos pátios, ajudando a manter os espaços externos mais confortáveis durante o ano.


Esse planejamento traz uma importante lição para a gestão.

Sistemas passivos continuam dependendo de conservação.


Uma passagem de vento pode perder eficiência se for fechada por estruturas, vegetação excessiva ou reformas inadequadas. Árvores que oferecem sombra precisam ser podadas sem eliminar sua função. Espelhos d’água dependem de bombas, limpeza e qualidade da água.


O desempenho ambiental não está garantido apenas porque foi previsto no projeto original.


Ele precisa ser preservado pelas decisões tomadas ao longo da vida do condomínio.

 

Uma garagem que não deveria dominar a paisagem

O tráfego de veículos e o estacionamento foram concentrados em um único nível abaixo da área ajardinada.


Grandes aberturas permitem a entrada de luz e ventilação natural na garagem, criando conexões visuais e paisagísticas com os pátios superiores. (Büro Ole Scheeren)


Essa solução mantém grande parte da superfície destinada aos pedestres e às áreas verdes.

Ao mesmo tempo, cria uma garagem extensa, localizada sob diferentes blocos e pátios.

A gestão precisa cuidar de sinalização, iluminação, ventilação, drenagem, controle de acesso e rotas de emergência.


Também deve impedir que adaptações posteriores bloqueiem as aberturas responsáveis pela circulação de ar.


Em grandes garagens, uma pequena falha de orientação pode causar confusão. Por isso, cores, placas, identificação de setores e referências visuais precisam ser coerentes com a organização do condomínio.


O morador não deve apenas saber em qual bloco vive.

Precisa compreender como chegar até ele a partir de uma rede subterrânea e de uma circulação que não segue o modelo tradicional de torre e garagem.

 

Viver em um pátio, não apenas em um bloco

A circulação do The Interlace foi planejada para que os pátios funcionassem como pontos de orientação.



O percurso principal conduz os moradores da entrada aos grandes espaços centrais. A partir deles, caminhos secundários levam aos núcleos de circulação e às portas das residências.


Segundo os projetistas, a intenção era que o morador se identificasse com um pátio e com uma comunidade, e não apenas com um número de torre. (Büro Ole Scheeren)

Essa proposta pode fortalecer a sensação de pertencimento.


Cada setor desenvolve identidade própria, enquanto os espaços maiores conectam todos os residentes.


Entretanto, uma organização menos convencional também pode dificultar a orientação de visitantes, prestadores, entregadores e equipes de emergência.

A sinalização precisa funcionar em diferentes escalas.


Primeiro, o visitante deve localizar o pátio. Depois, o núcleo de circulação. Finalmente, o bloco, o pavimento e a unidade.

Mapas, placas e instruções precisam utilizar a mesma lógica. Alterações isoladas podem tornar o sistema confuso.


Em uma emergência, a orientação deixa de ser uma questão de conveniência e passa a ser uma questão de segurança.

 

Elevadores e núcleos compartilhados

O empreendimento utiliza núcleos compactos posicionados nas áreas de sobreposição dos blocos. Cada núcleo normalmente atende poucas unidades por pavimento, reduzindo a necessidade de corredores extensos. Os lobbies foram projetados para receber iluminação e ventilação naturais. (Büro Ole Scheeren)


A solução proporciona maior privacidade aos apartamentos.

Ao mesmo tempo, distribui elevadores e escadas por uma extensa rede de núcleos.

Para a administração, isso significa cuidar de diversos pontos de circulação, cada um com equipamentos, portas, sistemas de comunicação, iluminação e rotas de emergência.

O plano de manutenção deve identificar claramente quais unidades dependem de cada elevador.


Quando um equipamento precisa ser desligado, a administração deve saber quais moradores serão afetados e se existe uma rota alternativa acessível.

Em edifícios não convencionais, a simples informação de que “um elevador está parado” pode ser insuficiente.


É necessário compreender o papel daquele equipamento dentro da malha de circulação.

 

Segurança contra incêndio em uma geometria tridimensional

Em um conjunto com blocos cruzados, pátios, diferentes níveis e extensas áreas abertas, as rotas de fuga precisam ser compreendidas tanto pelos moradores quanto pelas equipes de emergência.


Os núcleos estruturais também concentram escadas e circulações verticais.

A administração precisa garantir que portas, sinalização, iluminação de emergência e acessos permaneçam desobstruídos.


Os jardins e terraços não podem ser ocupados por mobiliários ou estruturas que prejudiquem rotas técnicas.


Eventos realizados nos pátios devem respeitar limites de público e corredores de circulação.

O plano de emergência também precisa considerar que algumas pessoas podem estar em piscinas, quadras, garagens, jardins suspensos ou áreas localizadas longe de suas unidades.


Quanto mais diversificado é o condomínio, mais detalhado deve ser o plano de abandono.

A arquitetura aberta ajuda na orientação visual, mas não substitui treinamento, sinalização e procedimentos claros.

 

Privacidade em uma comunidade de 1.040 residências

O projeto procura combinar convivência e privacidade.

Os blocos foram posicionados com afastamentos e diferentes orientações, enquanto jardins e pátios criam oportunidades de encontro. (Büro Ole Scheeren)


Na prática, isso significa administrar uma comunidade com milhares de moradores, funcionários, visitantes e prestadores.


Os mesmos espaços que incentivam encontros também podem gerar ruído, ocupação excessiva e disputas sobre comportamento.

A gestão precisa estabelecer regras para festas, piscinas, churrasqueiras, animais, equipamentos esportivos e circulação de convidados.

Também precisa aplicar essas regras de maneira equilibrada.

Em um conjunto tão grande, decisões não podem depender exclusivamente de relações pessoais ou de avaliações improvisadas.

Procedimentos, registros e canais de comunicação são fundamentais para garantir tratamento uniforme.

A escala exige profissionalização.

 

Um orçamento do tamanho de uma pequena cidade

O The Interlace possui 1.040 unidades, dezenas de blocos e uma ampla infraestrutura de lazer e paisagismo.

Isso gera uma grande capacidade de arrecadação, mas também um conjunto expressivo de despesas.

Estrutura, fachadas, elevadores, piscinas, iluminação, segurança, paisagismo, impermeabilização e equipamentos precisam ser organizados em ciclos de manutenção diferentes.

Alguns serviços são diários. Outros são mensais, anuais ou realizados após muitos anos.

A administração não pode olhar apenas para o orçamento corrente.

Precisa trabalhar com planos de longo prazo e reservas destinadas às grandes substituições.

A geometria do conjunto também pode tornar determinadas obras mais caras por exigir equipamentos especiais, projetos específicos e intervenções realizadas sem comprometer a circulação ou o uso das áreas comuns.

Em um edifício extraordinário, economizar eliminando manutenção pode resultar em despesas muito maiores no futuro.

 

O que o The Interlace ensina aos condomínios brasileiros

Poucos condomínios brasileiros possuem blocos literalmente empilhados dessa maneira.

Mesmo assim, o empreendimento oferece ensinamentos importantes.

O primeiro é que arquitetura e gestão não podem ser separadas.

A forma do edifício determina como ele será inspecionado, limpo, impermeabilizado e administrado.

O segundo é que áreas verdes também são sistemas construtivos.

Jardins suspensos precisam de drenagem, impermeabilização, controle de raízes e manutenção técnica.

O terceiro é que quanto maior a diversidade das áreas de lazer, maior a responsabilidade operacional.

Piscinas, quadras, jardins, salões e pistas exigem contratos, rotinas, regras de utilização e fiscalização.

O quarto é que a circulação precisa ser compreensível.

Em grandes empreendimentos, sinalização, mapas e identificação dos setores são essenciais para moradores, visitantes e equipes de emergência.

O quinto é que o fundo de reserva precisa acompanhar a complexidade do patrimônio.

Não basta arrecadar para as despesas mensais. É necessário prever a renovação futura de sistemas caros e difíceis de substituir.

Por fim, o The Interlace demonstra que comunidade não nasce apenas da existência de áreas comuns.

Ela depende de regras claras, comunicação, participação e uma gestão capaz de equilibrar convivência e privacidade.

 

Quando o condomínio deixa de parecer um prédio

No Alasca, o Begich Towers mostrou um edifício capaz de concentrar quase toda uma pequena cidade.

Na China, a Estação Liziba revelou um trem atravessando um residencial.

Em Montreal, o Habitat 67 transformou módulos de concreto em casas suspensas.

O The Interlace apresenta uma nova possibilidade:

um condomínio que não se organiza como uma torre, mas como uma paisagem habitável.

Seus blocos funcionam como ruas elevadas. Os pátios tornam-se praças. Os jardins ocupam o solo, os terraços e as coberturas. Os moradores não vivem apenas dentro de apartamentos, mas dentro de uma rede de espaços.

A arquitetura chama a atenção porque parece impossível.

Mas o que mantém essa cidade de blocos funcionando é muito mais discreto:

inspeções, impermeabilização, paisagismo, elevadores, drenagem, segurança, planejamento financeiro e regras de convivência.

O The Interlace demonstra que um condomínio pode ser ousado, coletivo e integrado à natureza.

Mas também confirma uma verdade essencial:

quanto mais extraordinário é o projeto, mais profissional precisa ser sua gestão.

 

Fontes consultadas

As informações sobre o conceito arquitetônico, os 31 blocos, os oito pátios, os superníveis, a circulação, a estrutura, os espaços coletivos e as estratégias ambientais foram consultadas na documentação oficial do Büro Ole Scheeren. (Büro Ole Scheeren)


Os dados sobre as 1.040 unidades, as instalações recreativas, a área do terreno, a conclusão do empreendimento e sua situação operacional foram consultados na página oficial da CapitaLand. (CapitaLand)


As informações sobre autoria, período do projeto e proposta de integração entre moradia, comunidade e natureza foram consultadas no arquivo oficial do OMA. (OMA)

As informações sobre os prêmios recebidos, incluindo o título de Edifício do Ano no World Architecture Festival de 2015, foram confirmadas pelo RSP Architects e pelo Büro Ole Scheeren. (RSP Estúdio Internacional)

 
 
 

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